Frigorífico aumenta capacidade e reduz consumo de energia

Localizado em Capivari, no interior de São Paulo, o frigorífico Frigodeliss, pertencente ao Grupo Bressiani, ampliou seu complexo com o objetivo de triplicar a capacidade de abate e processo dos cortes suínos, além de iniciar a fabricação de embutidos e cortes temperados. Para atender à nova demanda, foi necessário expandir as câmaras de resfriamento de carcaça, os túneis de congelamento e as câmaras de estocagem de congelados, além da climatização dos ambientes de processo.

Para este projeto, o frigorífico contratou a Engefril Indústria e Comércio Ltda., que projeta soluções completas em refrigeração industrial. A opção que melhor atendeu às necessidades do Frigodeliss para triplicar a produção e tornar a planta energeticamente mais eficiente foi desativar o antigo sistema com fluido refrigerante sintético à base de CFC e construir um novo sistema com fluido natural, a amônia.

O sistema trabalha em dois regimes de compressão -42/-10°C e -10/+35°C, com condensadores evaporativos. Para isso, foram usados cinco compressores tipo parafuso, marca MYCOM, com potências variando entre 125cv e 200cv. “Com o uso da amônia, esperamos obter um consumo de energia até 30% menor em relação a outros refrigerantes, mesmo triplicando a capacidade de abate e processo”, destaca Fábio Bressiani, diretor administrativo da Frigodeliss.

Como parceiro no fornecimento de válvulas e controles para a nova instalação, a Engefril escolheu a Danfoss, que validou o selecionamento feito com o programa Coolselector2, analisou com a Engefril as diversas opções de controles para injeção de líquido em separadores de líquido e também apoiou na partida da instalação. “Nossos projetos buscam a melhor eficiência energética e segurança, visando atender sempre a melhor relação custo/benefício para cada planta”, explica Luiz Crêspo, engenheiro da Engefril.

Tendo como foco a redução global do consumo energético da instalação, a Engefril optou por uma perda de temperatura máxima de 0,5°C nos quadros de válvulas (QDV) da linha de sucção úmida, e optou por válvulas solenoides servo-operadas tipo ICLX, que têm abertura em dois estágios, evitando, assim, golpe de aríete após o degelo. Já nas linhas de líquido bombeado e de gás quente nestes mesmos QDV, escolheu válvulas monobloco modulares e multifunção tipo ICF, que facilitam na hora da montagem, diminuindo o tempo gasto de mão de obra no campo.

Para controle do nível de amônia nos separadores de líquido, a empresa adotou um sistema de injeção proporcional mecânico com boia tipo SV-4 e válvula de expansão moduladora tipo PMFL. “Esse sistema garante uma economia de energia frente ao tradicional on/off com injeção contínua de acordo com a necessidade, além de reduzir a sobrecarga nos compressores decorrente de variações bruscas de pressão de sucção”, acrescenta Crêspo.

Segundo Crêspo, “além da eficiência energética, decidimos por um projeto que garanta à Frigodeliss a flexibilidade na operação, maior segurança e facilidade de manutenção”. Com isso, a Frigodeliss ganhou uma sala de máquinas otimizada, com flexibilidade em compressores parafusos prontos para atender dois regimes e instalação, onde os serviços de manutenção são feitos de forma mais segura, rápida, com menor quantidade de incondensáveis entrando no sistema e menor quantidade de refrigerante descartado na ocasião do serviço.

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