A importância da manutenção do ar-condicionado em garantia ao conforto térmico adequado à saúde e produtividade

Altas temperaturas, maior necessidade do tempo de uso do ar-condicionado, melhor eficiência e durabilidade de equipamentos são itens a serem observados para o bom uso do equipamento em tempos de altas temperaturas

24 graus Celsius (24ºC) é a média da temperatura recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para ambientes climatizados em tempos de altas temperaturas, mas, para que seja efetivo ao que se propõe, é necessário que esteja em funcionamento de acordo com as normas e padrões de uso e qualidade.

A utilização de sistemas de ares-condicionados sem os devidos cuidados, com temperaturas muito frias ou inadequadas, é prejudicial principalmente à saúde dos ocupantes dos ambientes, mas também às sobrecargas e excessos de consumo de energia elétrica.

Para o Eng. Arnaldo Lopes Parra – especialista da área de ar condicionado, “com a chegada da estação mais quente do ano, e a maior ocorrência de dias com temperaturas elevadas, torna-se de grande importância que os serviços de manutenção dos sistemas de climatização sejam realizados adequadamente, pois o objetivo é assegurar ambientes com boa qualidade do ar, garantindo o conforto térmico,  produtividade e bem-estar de seus ocupantes.

O uso do ar-condicionado ao longo dos anos deixou de ser um item de luxo por estar conectado diretamente à qualidade de vida, pois, o conforto térmico se faz necessário no dia-a-dia do ser humano. Cada indivíduo respira cerca de 450 litros de ar por hora, 10 mil litros por dia e passa cerca de 90% do seu tempo em ambientes fechados. Sistemas de climatização são vitais para o bem-estar dos seres humanos, em usos que vão desde a fabricação e conservação de remédios, alimentos, hospitais, datacenters, shoppings centers, indústrias, aeroportos, residências, dentre tantos outros tipos de ambientes de circulação da massa humana.

Na prática, um sistema de ar-condicionado bem projetado e dimensionado, corretamente instalado, com a operação e manutenção realizada periodicamente, significa um consumo de energia otimizado e um ambiente climatizado com controle de temperatura, umidade, filtragem, renovação de ar, velocidade e distribuição uniforme do ar no ambiente, fatores estes que aumentam a produtividade, purificam o ar respirado, apresentam sensação de bem estar, propiciando uma melhor qualidade de vida, além de, um ambiente silencioso e sem ruídos externos. A entidade recomenda sempre consultar um especialista na hora da compra e preferencialmente a contratação de um projetista para definição destes parâmetros.

Atualmente existem no mercado diversos modelos de condicionadores de ar, tais como: aparelho de janela, Split ou mini Split; tecnologia inverter –  esfria /esquenta; e, convencional. Alguns requisitos devem ser observados para que o custo-benefício seja interessante para o comprador como: a capacidade térmica do equipamento – geralmente utilizado o BTU/h (Unidade Térmica Britânica) que define qual a carga térmica que deverá ser removida do ambiente. Entretanto, para o cálculo certo da necessidade de refrigeração vários fatores devem ser observados tais como a área (m²) local, circulação de pessoas, insolação, entre outros fatores.

A ABRAVA destaca algumas dicas para o melhor desempenho do ar-condicionado:

  • Manter a temperatura média em 24ºC (indicada pela OMS – Organização Mundial da Saúde), em conformidade com a Portaria 3.523/98 e ANVISA RE-09, evitando temperaturas muito abaixo ou mesmo muito acima, como forma de ampliar a vantagem do ar condicionado como fator de aumento da produtividade e bem-estar dos ocupantes dos recintos climatizados.
  • A Portaria 3.523/98 e a RE-09 da ANVISA determinam a existência de periodicidades mínimas a serem observadas para alguns componentes do sistema, que são classificados como pontos disseminadores de poluentes. A saber: bandeja de condensado, filtros de ar, serpentinas, ventiladores, salas de máquinas, umidificadores e tomada de ar externo (TAE). Para filtros de ar, caso sejam descartáveis, o período máximo de uso independentemente da saturação é de 90 dias.
  • Equipamentos operando com eficiência e equilíbrio no consumo de energia, garantem a longevidade dos equipamentos, qualidade do ar de interiores adequada, e também a economia de até 50% de energia se comparado com sistemas sem a devida atenção de manutenção preventiva.
  • Edifícios de uso público e coletivo devem seguir a Lei 13.589/18 que determina que tenham um PMOC – Plano de Manutenção, Operação e Controle dos sistemas de climatização em garantia a saúde de seus ocupantes.

Sobre a Manutenção de Sistemas de Climatização:

Os procedimentos de Manutenção para os sistemas de Climatização, podem ser divididos em três categorias, tais como Preventiva, Corretiva e Preditiva.

Preventiva – momento em que os procedimentos são previamente planejados e ações técnicas necessárias à garantia de desempenho e de durabilidade dos equipamentos, que evitem ou minimizem a possibilidade de interrupção da solução, garantindo a substituição de peças, ajustes e reparos previstos nos manuais e normas técnicas especificadas pelo fabricante.

Corretiva –  procedimentos não agendados e sob demanda, destinados a recolocar os equipamentos em seu perfeito estado de uso.

Preditiva – procedimentos de análise de parâmetros dos sistemas, tais como temperaturas, pressões, vibrações, correntes que, uma vez combinados, levem a uma interpretação do funcionamento e previsão de quebra ou vida útil de máquinas e componentes, permitindo aprimoramento da manutenção preventiva.

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Por: Alessandra Lopes

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